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VENCEDORES 2017

CAYUBE GALAS

Aos 34 anos, Cayube Galas já é dono de uma trajetória notável na indústria do livro. Em 2004, ainda estudante de Letras na Universidade de São Paulo, ingressa como assistente editorial da O Nome da Rosa. Em 2006, já formado, entra para o time da Terceiro Nome, onde permaneceu até 2009, alcançando o cargo de coordenador editorial. Em 2010, um turning point importante na sua carreira. Entra para a Oxford University Press e mergulha no universo do livro didático. “Embora tenha sido o fim da, digamos, ‘fase romântica’ da minha carreira, a paixão pelo livro não diminuiu”, contou em sua inscrição. Em 2014, Cayube se muda para a FTD, onde gerenciou a equipe que recriou o catálogo de Inglês e Espanhol da casa. Nesses dois anos e meio, foram 16 coleções completas de livros didáticos, três de paradidáticos e livros de referência, totalizando mais de 150 livros publicados. Destaque para a coleção de paradidáticos StandFor Readers e para a coleção Circles, de ensino de inglês, aprovada no PNLD 2018, em uma casa até então sem tradição na disciplina. “Seu início [na FTD] coincidiu com a criação do departamento de Idiomas, que havia sido planejado e idealizado como linha de negócio dois anos antes, mas que só ganhou vida e movimento com sua chegada, não obstante as tentativas anteriores da empresa De lá para cá, os resultados da área gerenciada pelo Cayube são excelentes”, endossou Lauri Cericato, diretor editorial da FTD.

"Os resultados da área gerenciada pelo Cayube são excelentes"

FERNANDA SCHERER

Desde 2011, Fernanda Scherer trabalha na L&PM, mas foi como co-fundadora da Piu, cujas atividades começaram em 2016, que a gaúcha ganhou o Prêmio Jovens Talentos. O nascimento da editora, voltada para a publicação de obras infantojuvenis, coincide com o acirramento da crise econômica que o Brasil ainda enfrenta. Diante desse cenário, quem ousaria empreender em um mercado que vivia sucessivas quedas nas vendas? “Tínhamos tantos projetos incríveis na gaveta, mas nenhum aporte para bancar essas publicações”, lembra a editora. Um desses projetos era a publicação de dois livros franceses que já estavam em domínio público, com as histórias do Pequeno Patachu, escritas por Tristan Derème, ilustradas por André Hellé, publicadas nos anos 1930 e, dizem, podem ter inspirado Antoine de Saint-Exupéry a criar O Pequeno Príncipe. Em domínio público e com a tradução garantida pelo programa de apoio à tradução de obras francesas no Brasil concedido pela Embaixada da França, o projeto precisava ainda de dinheiro para arcar com o tratamento das imagens originais, a diagramação e a impressão das obras. “Diante disso, tive a ideia de utilizar um modelo diferente de negócio, um modelo moderno, colaborativo, o crowdfunding. Muitos escritores e quadrinistas independentes já faziam projetos assim, e por que uma editora não poderia fazer também?”, questionou Fernanda. E fez. Passados 60 dias, a campanha amealhou apoio de 273 patrocinadores, que aportaram R$ 38,5 mil no projeto. “Ao financiar coletivamente as duas obras do Patachu, Fernanda também mostra que está na vanguarda de um movimento que deve se intensificar nos próximos anos: tratar o leitor não apenas como consumidor, mas permitir que eles adentrem de maneira mais ativa no universo da produção de um livro”, testemunhou Diego Reeberg, co-fundador da plataforma de financiamento coletivo Catarse.

"Diante disso, tive a ideia de utilizar um modelo diferente de negócio, um modelo moderno, colaborativo, o crowdfunding."

GUSTAVO ABREU

O mineiro (e atleticano, faz questão sempre de ressaltar) Gustavo Abreu tem 30 anos, “15 deles cheirando cada livro novo como se fosse o primeiro”. Isso mesmo, começou a sua carreira no livro aos 15 anos. Depois de passagens pela editora Fórum e pelo Grupo Intera, de cursos preparatórios para vestibulares e concursos públicos, Gustavo conhece uma autora jurídica especialista em Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Como a matéria mais cedo ou mais tarde se tornaria obrigatória nos cursos de direito e no mercado havia apenas uma obra que era a junção de artigos de vários autores, lancei a ela o desafio de escrever o melhor e mais completo, até então, Curso de Direito da Criança e do Adolescente do mercado”, lembra. A primeira edição do livro logo se esgotou e grandes editoras do ramo jurídico quiseram levar o livro. “Foi quando, resolvi tirar a ideia da Editora Letramento do papel e com um capital R$ 20 mil começamos a editora no fim de 2013”, conta. A distribuição modesta – e cheia de problemas – levou Gustavo a procurar saídas. Foi quando conheceu a Pasta do Professor. “Vendi aproximadamente um milhão de páginas do livro dentro do projeto e chegamos a um faturamento de R$ 250 mil no primeiro ano de editora”, conta orgulhoso. Quem atesta o trabalho de Gustavo é Jiro Takahashi para quem o mineiro é “um dos mais criativos e competentes editores da atualidade”.

"A primeira edição do livro logo se esgotou e grandes editoras do ramo jurídico quiseram levar o livro"

GUSTAVO LEMBERT

Para criar o seu negócio, o quarto (na ordem alfabética) ganhador do Prêmio Jovens Talentos se inspirou no velho e bom Círculo do Livro, que fez a cabeça de muitos brasileiros entre os anos de 1970 e 1990. Em 2014, Gustavo Lembert fundou, com dois amigos, a TAG – Experiências Literárias, um clube de assinaturas com curadoria de autores relevantes como Luis Fernando Verissimo, Chimamanda Adichie e Mario Vargas Llosa e cujos livros chegam sempre com um mimo. “No papel, a ideia parecia arrebatadora, mas a viabilização se provou muito mais difícil do que esperávamos”, conta Gustavo. O clube fundado em agosto de 2014 levou cinco meses para atingir os cem primeiros associados. “Muitas vezes, pensamos em desistir”, revelou em sua inscrição. “No início de 2015, entretanto, nossas ações começaram a dar retorno. Perguntas como 'por que eu vou querer receber um livro surpresa?' foram diminuindo e, em julho, já havíamos ultrapassado a marca dos 500 associados. Poucos meses depois, duplicamos", conta. Nesses três anos da TAG, Gustavo se envolveu com as mais diversas áreas do mercado literário. Não só com profissionais das áreas comerciais, mas também, com editores, agentes, tradutores, designers. É que, além da inclusão de títulos de outras editoras, a TAG passou a levar aos seus leitores edições próprias. O primeiro deles foi O vermelho e o negro, de Stendhal. Desde então, foram dez edições especiais. “Ao me candidatar ao Prêmio Jovens Talentos, sou apenas um representante de outras 20.051 pessoas. Além de mim, 51 pessoas integram a nossa equipe, com um único objetivo: levar experiências literárias diversificadas para nossos 20 mil associados”, declarou em sua inscrição.

"Nesses três anos da TAG, Gustavo se envolveu com as mais diversas áreas do mercado literário"

LAURA GROSSMANN

Laura Grossmann é gerente de contas da Companhia das Letras e da Intrínseca na Amazon. Mas, além de cuidar de duas das maiores contas da varejista no Brasil, Laura é a profissional por trás da página de Indicações Amazon. “Ela é uma das mais assíduas leitoras da casa, com uma paixão por leitura e livros”, defendeu Daniel Masini, diretor de varejo da empresa. “Ela sempre procura entender mais sobre o mercado e achar maneiras de encantar os leitores que compram na Amazon. Um dos melhores exemplos desse foco no leitor é um projeto da Laura de focar menos em promoções e mais em curadoria e qualidade de recomendações aos clientes da Amazon”, completou o chefe. A página criada por Laura consiste em uma seleção renovada mensalmente, com as principais apostas do mercado e clássicos consagrados. Além dessa página, Laura escolhe os livros que aparecem no programa “Melhores Livros do Mês”, que destaca, mensalmente, um livro do catálogo da Amazon. “O programa está na sua quarta edição, e até agora mais da metade dos livros escolhidos entraram na lista de mais vendidos da loja”, conta orgulhoso Mazini. “Laura contribuiu para a cadeia do livro no Brasil introduzindo nos últimos 12 meses práticas de curadoria com foco na qualidade e não massificação e fazendo conexão desse conteúdo à ação promocional de maneira muito eficiente. Essa combinação de atenção ao conteúdo e eficiência de execução comercial é muito rara em um profissional jovem”, finaliza o diretor de varejo da Amazon.

"Laura contribuiu para a cadeia do livro no Brasil introduzindo nos útimos 12 meses práticas de curadoria com foco na qualidade"